A Câmara Municipal de Taquaritinga aprovou por unanimidade, na sessão ordinária de segunda-feira (15), um projeto de lei que atrela diretamente o reajuste dos salários de agentes políticos do município ao do funcionalismo público.
De autoria do presidente do Legislativo, Beto Girotto, a proposta estabelece que os aumentos nos subsídios de vereadores, prefeito e vice-prefeito ficarão limitados ao percentual acumulado de reajuste concedido aos servidores municipais no mesmo período.
Para começar a valer, o texto agora depende da sanção do prefeito Dr. Fulvio Zuppani.
A medida cria uma espécie de "trava" para os vencimentos da classe política. De acordo com o texto aprovado, o índice de revisão dos subsídios não poderá, "em hipótese alguma", superar a soma dos reajustes gerais concedidos aos servidores, independentemente do regime jurídico da categoria.
O projeto também blinda as contas públicas ao exigir que qualquer alteração salarial respeite critérios rígidos de responsabilidade fiscal.
O reajuste dos eleitos ficará, portanto, indexado ao ganho dos servidores, historicamente calculado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O reajuste continua subordinado ao teto remuneratório, à Lei de Responsabilidade Fiscal e às vedações temporais impostas pela legislação eleitoral.
"A aprovação unânime reflete o anseio de todos os vereadores de responder às demandas por maior austeridade e simetria entre o funcionalismo público e os detentores de cargos eletivos", disse Beto Girotto.
O reajuste dos subsídios dos ocupantes de cargos eletivos deve ser fixado em um mandato para entrar em vigor no outro –normalmente ocorre no último ano de cada mandato.