Maior tempestade já registrada causa prejuízos e assusta população

por Nilton Cesar Morselli publicado 28/07/2026 13h54, última modificação 28/07/2026 13h55

Tão cedo Taquaritinga não esquecerá as imagens da destruição provocada pela tempestade que assolou o município e algumas cidades da região na madrugada de sexta-feira (24). Em razão da gravidade do fenomêno meteorológico, o governador e o vice-governador do Estado estiveram na Câmara Municipal, respectivamente no domingo e no sábado.

Dr. Fulvio Zuppani, prefeito municipal, decretou situação de emergência, que foi reconhecida tanto pela Defesa Civil do Estado de São Paulo quanto pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do governo federal, poucas horas depois do temporal.

Grande parte da cidade ficou sem energia elétrica porque muitas torres de transmissão –linhas de alta tensão– foram destruídas. Dentro do município, a CPFL contou 34 postes arrancados pela força dos ventos, que chegaram a 121 km/hora em alguns pontos. A companhia restabeleceu o fornecimento aos poucos, mas no domingo ainda havia regiões no escuro.

Casas foram destelhadas ou tiveram forros arrancados, principalmente os fabricados com PVC. Coberturas metálicas de empresas foram ao chão. Uma rápida volta pela cidade era suficiente para encontrar ferros retorcidos e escombros de construção pelas ruas. Centenas de árvores não suportaram a velocidade das rajadas.

Ainda na segunda-feira comerciantes contabilizavam os prejuízos com o alagamento das instalações. Durante o temporal, que durou menos de 15 minutos, a água entrava por cima ou pela frente das lojas que tiveram as vitrines quebradas. Ao longo do dia, a chuva continuou com intensidade moderada, o que aumentou os danos.

O setor público também foi atingido. O Terminal Rodoviário teve uma das partes laterais de sua estrutura metálica seriamente comprometido. Alguns vidros do pavimento superior da Câmara Municipal foram arrancados, causando danos em móveis e equipamentos de trabalho.

Mas nada se compara ao que aconteceu na Escola Municipal Estevam Salvagni, na Vila Esperança. Toda a cobertura voou e foi parar na vizinhança. Restaram em pé algumas paredes. Os alunos terão de ser realocados para outras escolas até a reconstrução do prédio.

Agricultura – Na zona rural, a destruição também foi enorme. Plantações de frutíferas e hortaliças sofreram grandes impactos com a quantidade de granizo que caiu. Até canaviais foram castigados. No domingo, o governador Tarcísio de Freitas, disse na Câmara que os agricultores poderão contar com linhas de crédito especiais para recompor as perdas.

O governador também afirmou que enviará telhas, que já estavam contratadas pelo Estado, para as famílias cujas casas foram atingidas. Um dia antes, o vice-governador Felício Ramuth havia dito que todos os municípios receberão ajuda. Tanto ele quanto Tarcísio percorreram alguns áreas destruídas.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, visitou Ribeirão Preto no sábado. Ele disse que o governo federal está à disposição das autoridades municipais. As cidades mais atingidas pelo fenômeno climático extremo foram Ribeirão Preto (que registrou uma morte), Guariba e Taquaritinga.

De acordo com a meteorologia, a tempestade foi causada pela entrada de uma frente fria, que se encontrou com o ar muito quente que estava parado sobre a região. A explicação foi dada pela meteorologista Josélia Pegorim ao Jornal da EPTV, afiliada à Rede Globo. Embora isso já estivesse previsto, não houve nenhum alerta de que o fenômeno alcançaria as proporções que tomou.