Em sessão ordinária realizada na noite de segunda-feira (19), a Câmara Municipal de Taquaritinga cobrou duramente representantes da CPFL Paulista devido aos constantes problemas e reclamações sobre a iluminação pública na cidade. O consultor de relacionamento da empresa, Julio Cesar de Oliveira, e o gerente de operações de campo, Ocimar Benzatti, compareceram ao plenário após convite formal do vereador Véio Modesto.
Durante os questionamentos, praticamente todos os parlamentares demonstraram exaustão diante do volume de queixas dos moradores e das promessas de melhoria que não se concretizam. O vereador Marcelo Marinho, por exemplo, apresentou uma com diversas ruas e bairros que se encontram completamente às escuras.
O vereador Delo Bate Bola questionou se a falta de atendimento aos protocolos de troca de lâmpadas (feitos pelo 0800 e canais digitais) estaria atrelada aos débitos financeiros da Prefeitura com a concessionária. O consultor Julio Cesar negou a relação, assegurando que a inadimplência não interfere no cronograma operacional.
A vereadora Profa. Mirian Ponzio contextualizou o impasse histórico, relembrando que a manutenção da rede pelo município é sustentada, há anos, por uma liminar judicial. A medida foi a saída encontrada pela Prefeitura para não assumir o serviço diretamente, contrariando uma resolução da Aneel que repassava essa obrigação às gestões municipais a partir de 2015.
Demonstrando total descrença com as justificativas da empresa, o vereador Gabriel Belarmino abriu mão das perguntas e classificou o serviço da CPFL como "péssimo". Ele destacou que agora trata o problema diretamente com a Promotoria de Justiça, onde já protocolou uma "notícia de fato" para investigação.
Como alternativa imediata, Fernandinho Cabeleireiro sugeriu a criação de uma força-tarefa para mutirão de reparos. O gerente Ocimar Benzatti respondeu que a empresa já realizou essa ação conjunta três vezes no município –a última, no ano passado– e reforçou que a concessionária atende estritamente por ordem de protocolo.
De acordo com estimativas da CPFL, que terceiriza a manutenção da iluminação pública, Taquaritinga registra uma média de 25 a 30 lâmpadas queimadas por mês. Os representantes da empresa orientaram a população a fazer protocolos das queixas.